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    Manual

    de Fiscalizaode Engenharia

    de Avaliaes

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    MANUAL DE FISCALIZAO DE ENGENHARIADE AVALIAES

    Curitiba2009

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    Manual de Fiscalizao de Engenharia de Avaliaes

    INTRODUO

    Com a criao do Manual deFiscalizao de Engenharia de Ava-liaes pretendemos coibir e tambm alertar os leigos que estodesenvolvendo trabalhos pertencentes aos Prossionais do sistema

    CREA/CONFEA.Com essas atitudes, aremos valer as prerrogativas do engenheiro e do

    arquiteto constantes na LEI art.7 5.194, de 24.12.1966, em especialas descritas no artigo 7. letra C, que tratam dos servios de avaliaes,percias e vistorias, e que so materializados atravs dos laudos e pare-

    ceres tcnicos.Nessa sintonia, e embasado na norma de engenharia de avaliaesvigente, estaremos tambm atendendo aos dispositivos legais da lei doconsumidor, cujo escopo, se voltado para situao em apreo, recomendaque os trabalhos de engenharia sejam coneccionados segundo as normasaplicveis.

    Alm dessas prescries legais, esse nosso regramento ir resgatarum parmetro tico de suma importncia para nossa sociedade, quedetermina que o Prossional que comercializa um bem, no deve ser omesmo que o avalia.

    E nesse ponto h a necessidade de se dierenciar uma mera opiniode mercado, proerida por leigos, baseada em conceitos estritamenteempricos, de um trabalho de engenharia undamentado em tratamentosmatemticos e estatsticos alicerados numa norma oriunda da ABNT.

    Dessa orma, acreditando ter suprimido uma lacuna existente nanossa engenharia e arquitetura, esperamos que a contribuio realizadapor essa Cmara possa refetir junto a nossa sociedade de orma a tornaras relaes comerciais e de servios entre as partes, mais justa, maistcnica, e harmnica.

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    1.0 OBJETIVOS DAFISCALIZAO NA READE ENGENHARIA DEAVALIAES

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    Manual de Fiscalizao de Engenharia de Avaliaes

    1.1 Consideraes Iniciais

    As mudanas nas relaes jurdico-comerciais, que tiverem origem coma implantao da Lei 8.078 de 11.09.1990, que concebeu o Cdigode Deesa do Consumidor, instituiu como prtica abusiva, a colocao

    no mercado de consumo, de quaisquer produtos ou servios que estejam emdesacordo com as Normas preconizadas pelos rgos habilitados.

    Atualmente, a Norma Brasileira de Engenharia de Avaliaes de Bens(NBR 14.653 e suas respectivas partes) norteia todo o processo avaliatrio,que se constitui em: bens mveis e imveis, mquinas, instalaes industriais,obras ou servios de utilidade pblica, recursos naturais e bens e direitos.

    E este mesmo cdigo, na sua Parte 1 Procedimentos Gerais explicita,embasado nas Resolues 218 e 345 do CONFEA, que so atribuiesexclusivas dos Engenheiros em suas diversas modalidades, dos arquitetos,dos engenheiros agrnomos, dos gelogos, dos gegraos e dos meteoro-logistas, registrados nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquiteturae Agronomia CREA as atividades de vistorias, percias, avaliaes, earbitramentos.

    1.2 Norma Brasileira de Avaliaes deBens: 14.653 da ABNT

    Sobre a ABNT:

    ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas o Frum Na-cional de Normalizao.

    A As Normas Brasileiras, cujo contedo de responsabilidade dos Co-mits Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalizao Setorial(ABNT/ONS), so elaboradas por Comisses de Estudo (CE), ormadas porrepresentantes dos setores envolvidos, delas azendo parte: produtores,consumidores e neutros (universidades, laboratrios e outros).

    Sobre a NBR 14.653:

    A NBR 14.653 xa as diretrizes para avaliao de imveis urbanos,quanto a:

    a) Classicao da sua natureza;b) Instituio de terminologia, denies, smbolos e abreviaturas;c) Descrio das atividades bsicas;d) Denio da metodologia bsica;e) Especicao das avaliaes;) Requisitos bsicos de laudos e pareceres tcnicos de avaliao.

    Subdiviso 14.653:A NBR 14.653 sob o ttulo geral AVALIAES DE BENS possui

    a seguinte subdiviso:Nomenclatura Par te Avaliaes de Bens (Discriminao)

    NBR 14653-1 1 Procedimentos Gerais.

    NBR 14653-2 2 Imveis Urbanos.

    NBR 14653-3 3 Imveis Rurais.

    NBR 14653-4 4 Empreendimentos.

    NBR 14653-5 5Mquinas, Equipamentos,Instalaes e Bens In-dustriais em Geral.

    NBR 14653-6 6 Recursos Naturais e Ambientais.

    NBR 14653-7 7 Patrimnios Histricos.

    Defnies segundo a NBR 14.653:

    Engenharia de Avaliaes: Conjunto de conhecimentos tcnico-cientcos especializados, aplicados avaliao de bens.

    Laudo de Avaliao: Relatrio tcnico elaborado por engenheirode avaliaes em conormidade com esta parte da NBR 14.653, paraavaliar o bem.

    Engenheiro de Avaliaes: Prossional de nvel superior, com ha-bilitao legal e capacitao tcnico-cientca para realizar avaliaes,

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    devidamente registrado no Conselho Regional de Engenharia, Arquiteturae Agronomia CREA.

    Parecer Tcnico: Relatrio circunstanciado ou esclarecimento tc-nico emitido por um prossional capacitado e legalmente habilitadosobre assunto de sua especialidade.

    Percia: Atividade que envolve a apurao das causas que motivaramdeterminado evento ou da assero de direitos.

    Vistoria: Atividade que envolve a constatao de um ato medianteexame circunstanciado e descrio minuciosa dos elementos que osconstituem, sem a indagao das causas que o motivaram.

    1.3 Exerccio da Engenharia de Avaliaes

    Exerce a Engenharia de Avaliaes o Prossional de nvel superior, comhabilitao legal e capacitao tcnico-cientca para realizar avaliaes,e que esteja devidamente registrado no Conselho Regional de Engenharia,Arquitetura e Agronomia CREA.

    1.4 Fiscalizao da Atividade

    A scalizao da atividade de Engenharia de Avaliaes realizadapelas dierentes cmaras especializadas de Engenharia, Arquitetura eAgronomia que xam normas e diretrizes para poltica de scalizao doexerccio prossional.

    1.5 Objetivo

    A atividade da Fiscalizao de Engenharia de Avaliaes tem comoescopo, garantir sociedade a prestao de servios tcnicos por pro-

    ssionais habilitados e qualicados, de orma a realizarem trabalhosavaliatrios inseridos dentro da NBR 14.653.

    De orma que, as avaliaes desenvolvidas, sejam praticadas porengenheiros e arquitetos de avaliaes, e estejam enquadradas nasnormativas vigentes, bem como, dentro das prescries do Cdigo deDeesa do Consumidor.

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    2.0 FUNDAMENTAO LEGAL

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    ALei Federal 5.194, de 24.12.1966, regula o exerccio das pros-ses de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrnomo, e d outrasprovidncias.

    Em complementao, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura eAgronomia CONFEA, baixa Resolues para regulamentar a aplicao dosdispositivos previstos nessa Lei.

    A Lei 6.496, de 07.12.1977, instrumento legal de regulamentaoprossional complementar, que institui a Anotao de Responsabilidade Tcnicana prestao de servios de Engenharia, estabelecida nos arts. 1 e 3.

    A Lei 6.839, de 31.10.1980, instrumento legal de mbito geral, que instituio Cdigo de Proteo e Deesa do Consumidor, em seus arts 2, 3, 12, 39,50, 55 e 66.

    2.1 Principais Artigos daLei Federal 5.194/66

    Art.1. Caracteriza prosses pelas realizaes de interesse social e humano.

    Art.6. Do exerccio ilegal da prosso:a) exercer atividades sem possuir registro nos Conselhos;b) exercer atividades estranhas s atribuies discriminadas em seu re-

    gistro.c) emprstimo de nomes s pessoas leigas, sicas e/ou jurdicas, sem sua

    real participao;e) rma que exerce atividades reservadas aos prossionais da Engenharia,

    Arquitetura e Agronomia, sem a participao de prossional habilitado.

    Art.13. Projeto e servio de engenharia, arquitetura e agronomia exclusivode prossional habilitado.

    Art.14. Obrigatoriedade de mencionar o nome, ttulo prossional e nmeroda carteira na execuo de cada servio.

    Art.15. Nulidade de contrato quando no rmado com prossional e/ouempresa habilitados.

    Art.17. Direito autoral.

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    Art.26. Conceituao do CONFEA.

    Art.33. Conceituao do CREA.

    Art.46. Atribuies das Cmaras Especializadas.

    Art.55. Exercer a prosso somente aps o registro.

    Art.58. Obrigatoriedade de visto quando exercer atividade em outro Esta-do.

    Art.71. Penalidades aplicveis por inrao presente Lei.

    Art.72. Penalidades aplicveis aos que deixarem de cumprir o Cdigo detica.

    Art.73. Estipulao de multas.

    2.2 Principais Artigos da Lei Federal6.496/77

    Art. 1 - Obrigatoriedade da ART para quaisquer servios prossionais.Art. 3 - A alta de ART implicar multa ao prossional e/ou a empresa.

    2.3 Principais Resolues do CONFEAPertinentes Fiscalizao:

    Resoluo 205/71 Adota o Cdigo de tica Prossional.Resoluo 207/72 Dispe sobre os processos de inrao.Resoluo 218/73 Atribuies das modalidades prossionais.Resoluo 307/86 Anotaes de Responsabilidade Tcnica.

    3.0 ARRAZOADO DAEXCLUSIVIDADEDOS PROFISSIONAISDE ENGENHARIA EARQUITETURA NOEXERCCIO DAS ATIVIDADESDE AVALIAO DE IMVEIS

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    Manual de Fiscalizao de Engenharia de Avaliaes

    AComisso de Estudos que revisou a Parte 2 da Norma de Avaliao deBens da Associao Brasileira de Normas Tcnicas ABNT NBR 14.653 estabeleceu que as avaliaes

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